Virada Cultural

Virada Cultural. Pelo segundo ano seguido vou a um programa que, normalmente, abominaria.

Ano passado fui assistir Titãs, e escrevi este post aqui.

Este ano voltei às minhas raízes para me juntar aos queridos @claudineyq e @marcelosarkis e levar as crianças para ouvir o que nós ouvíamos quando tínhamos a idade deles…

 

Lhe parece que eles gostam de moda de viola?

Bem, ao arrepio de muitos amigos e amigas que estranham meu gosto musical, fomos prestigiar Almir Sater e Renato Teixeira.

Na verdade, eu adoro o sertanejo de raiz e as modas de viola. Marcas significantes da minha infância, me trazem das melhores e mais importante lembranças. Vêm de um tempo de referências, de amor, de viagens e de muito pé no chão e lombo de cavalo.

No primeiro show, um Almir Sater que simplesmente mata na viola.

Um show um tanto quanto distante do público, é bem verdade. Mas quem já ouviu uma viola tão bem tocada, não pode se sentir distante de absolutamente nada! Na verdade, a sensação é de que se está integrado à tudo: à terra, ao céu, ao universo. Quando a viola canta através de mãos tão hábeis, o corpo inteiro parece entrar naquele som. Impossível não se emocionar.

(até mesmo para mim, que sou tããão difícil de me emocionar… cof, cof, cof)

Criterioso no tempo, não cantou junto com a platéia. E quem se importou? Com aquele ar de eterna simpatia, com um olhar cativante e atendendo, finalmente, ao pedido dos presentes para cantar “Chalana” (não é minha música favorita…), Almir Sater não apenas agradou, mas tocou profundamente cada um dos corajosos “virantes” da escaldante hora do almoço!

Os meninos? Ouviram atentos, o meu nem sempre com a melhor cara do mundo, mas se arriscando a cantar àquelas que conhecia do meu carro…

Depois do almoço chegou a vez de Renato Teixeira.

Com a sombrinha generosa instalada em frente ao palco, as crianças alimentadas e visivelmente mais felizes, assistimos a um Renato tocando com toda a família, brincando com o público, chamando todos a cantar e repetindo algumas músicas que o colega já havia cantado.

Shows muito diferentes. Nem melhor, nem pior. Diferentes.

Menos introspectivo e menos tocante, mais animado e colocando todos para dançar. Há tempos não me sentia tão feliz quanto ao permitir que entrassem cada uma das músicas ouvidas nessa tarde, ao lado de amigos queridos e crianças absolutamente bem educadas… (evidentemente por ordem e benção das mães dos 3, ;o) )

Entre lembranças de há muito ou entre memórias tão recentes, a música nos carrega por emoções que o corpo traduz, que o coração revela, que a alma escuta.

Músicas lindas que ainda não havia escutado, dentre as quais a que, definitivamente, mais me encantou foi a que termino este post, reflexo das coisas que mais prezo nesta vida e que mais me doem perder.

“A amizade sincera é um santo remédio, é um abrigo seguro. É natural da amizade o abraço, o aperto de mão, o sorriso. Por isso, se for preciso, conte comigo amigo, disponha. Lembre-se sempre que mesmo modesta minha casa será sempre sua, amigo. Os verdadeiros amigos do peito, de fé, os melhores amigos, não trazem dentro da boca palavras fingidas ou falsas histórias. Sabem entender o silêncio e manter a presença mesmo quando ausentes. Por isso mesmo, apesar de tão raros, não há nada melhor do que um grande amigo.”

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