A vida é feita de escolhas. Das mais banais e cotidianas (vou à academia ou continuo dormindo) até as mais importantes e decisivas (casar ou comprar uma bicicleta).
No enorme vão entre estes dois extremos há a vida de cada um de nós. Ali, todos os dias, enquanto atravessamos ruas, vamos a festas, conhecemos gente e permitimos à vida acontecer.
Ali nosso destino muda todos os dias. No entra e sai de pessoas em nossas vidas, nas escolhas dos amores, das amizades, dos desafetos.
Nas relações humanas é que acontecemos, marcamos nossos pontos, desenhamos nossa história: a forma como somos conhecidos, os valores que deixamos, as marcas nos amigos.
No entra e sai de experiências, por vezes a decisão é nossa, por vezes decidem por nós. E é justamente aí, quando a escolha é tomada pelo outro e nos atinge, que passamos a nos questionar que direito tem o mundo e o destino sobre nós.
Porque a gente nunca entende. Ou nunca QUER entender. Entender que cada um tem sua própria história, sua própria escolha.
Amores, filhos, amigos, chefes. Cada um desses que tiver uma escolha dissonante da nossa causará em nós estresse e inconformismo. Porque, sim, parece que – num mundo perfeito – apenas nós temos o direito de escolha. A nossa e a dos outros.
Com as coisas nem sempre indo bem ao meu agrado, com um filho crescendo e se aproximando a cada dia da tão temida adolescência, como não parar pra pensar no desapego sobre a vida alheia e, ao mesmo tempo, sobre como firmar uma conduta diferente em um mundo que é tão igual?
Não é mais nem uma questão de pensar o que é melhor ou o que é pior. O certo e o errado.
Vivemos num mundo em que os valores mudam ao gosto do freguês, na medida do benefício que eu posso tirar de determinada situação. É assim.
Mas quando entendemos que isso não serve para nós, que não é assim que queremos viver, precisamos caminhar pela longa estrada dos tijolos amarelos e aprender a respeitar as diferentes necessidades e descobertas de cada um à nossa volta.
Libertar. Somente quem é realmente livre para escolher é capaz de encontrar respostas satisfatórias.
Permitir escolhas diferentes. Cada um precisa de um caminho, para até, quem sabe, chegar à mesma resposta. Permitir que o outro escolha é um enorme gesto de amor.
Acolher. Ainda que na discordância, acolher a escolha alheia como legítima, apoiar o caminho, ainda que divergindo dele. Não é preciso pensar igual para estender a mão.
Ser honesto. No agrado ou no desagrado, falar abertamente, não fingir concordar para dar um falso tipo de apoio. Eu posso não pensar como você e ainda assim desejar o seu sucesso.
Como na saga de Dorothy e seus companheiros, onde todos pegam a mesma estrada para atingir objetivos diferentes, na vida podemos escolher caminhos diferentes para alcançar os mesmos objetivos.
E quem disse que seria fácil?


Nem li … so posso dizer que ”estradas” existem milhoes ,mas a ”nossa” e’ uma so’.A procura do viver bem. Nem digo da felicidade pq. essa eu ja vi que e’ feita de momentos inesqueciveis e e’ extremamente particular…Que bom que vc voltou a escrever!!!!!bjs mamae
Agora ja li …Me explico…. fiquei tao feliz de ver algo escrito..Afinal desde fim de janeiro vc nao escrevia.Apesar de vc dizer que so escreve em momentos criticos eu nao concordo .ESCREVER FAZ BEM PARA A ALMA…BJS
Era hora de reordenar os pensamentos, né, Mami! Conhecer-se é uma das estradas que jamais devemos abandonar. Buscar a felicidade, o viver bem que nos atende na plenitude, completar nossos valores com pessoas afins à nossa volta, esse é o grande desafio da vida.
A cada dia eu posso dizer que sou grata por tanto quanto tenho ao meu redor, não apenas essa nossa família, mas também a extensa família de amigos que contruí. Onde vocês são a base de tudo, eles são o meu entorno. Onde vocês são a segurança, eles são o conforto nos momentos e que estar sozinha é preciso para encontrar esse equilíbrio que, por vezes, pelas circunstâncias, pelos acontecimentos, pelas quedas… perdemos.
Graças a tudo quanto aprendi com vocês, graças aos valores que me ensinaram por toda a minha vida, hoje posso buscar muito mais, hoje posso desejar ir além, hoje posso pensar que se eu sei e tenho tudo o que tenho, é porque o terreno foi preparado muito antes por aqueles que me amavam.
Fico grata por ser um terreno fértil, mas mais ainda por ter sido cultivada por mãos tão habilidosas!
Beijos de quem os ama, acima de tudo.
Também fico feliz que tenha voltado a escrever! Sentia falta dos teus artigos, incomparáveis no estilo e muito interessantes no conteúdo. Compartilho com a sra. Cecília quando diz que a nossa estrada é única, mas só quando olhamos pelo retrovisor. Quando olhamos para a frente, as alternativas são múltiplas e a escolha pode ser um processo bem estimulante. Depois de feitas, só aparecem no retrovisor…
O percurso, seja qual for a escolha, pode ser acidentado e cheio de obstáculos. O importante é seguir em frente!